Si Suk Gung Joseph P. Hayes (Moy Hei Si 梅希士)[sentado a esquerda] é um dos mais respeitados discípulos diretos do Patriarca Moy Yat (梅逸) e uma figura de grande relevância na preservação e transmissão internacional do legado do Sistema Ving Tsun. Iniciado nas artes marciais em 1986 e formalmente aceito na linhagem Moy Yat por meio da cerimônia de Baai Si em 1992, Si Suk Gung Hayes dedicou décadas ao estudo, à prática e à divulgação dos ensinamentos recebidos diretamente de seu mestre.
Por isso, foi uma honra imensurável contar com a sua participação ativa no Seminário Internacional sobre a Trilogia Fundamental do Sistema Ving Tsun, que promovi em fevereiro como parte de um esforço pessoal em prol de um propósito que eu tinha. Para isso, contei também com a anuência do Grão-Mestre Leo Imamura e com o apoio do Instituto Moy Yat.
De toda forma, ter um membro da décima geração da Linhagem Moy Yat demonstrando interesse pelo conteúdo foi algo muito especial. Mais do que sua posição na linhagem, o Si Suk Gung JP sempre se mostra genuinamente interessado naquilo que lhe é compartilhado. A sua abertura, curiosidade e entusiasmo tornam cada interação particularmente enriquecedora.
Além disso, a sua energia é profundamente inspiradora e serve como um exemplo vivo de alguém que continua aprendendo e contribuindo. No dia a dia, muitas vezes estamos tão imersos em nossos problemas, urgências e emergências que acabamos perdendo a capacidade de gerir o nosso tempo de forma a seguir na direção para a qual o coração aponta.
No caso do Si Suk Gung JP, essa direção sempre pareceu muito clara. Primeiro, estar mais próximo do seu Mestre, o Patriarca Moy Yat, enquanto ele ainda estava vivo. Hoje, estar mais próximo dos seus irmãos Kung Fu e continuar cultivando os vínculos, as experiências e as responsabilidades que recebeu ao longo da sua trajetória.
Si Suk Gung Joseph P. Hayes (Moy Hei Si 梅希士) [seated on the left] is one of the most respected direct disciples of Patriarch Moy Yat (梅逸) and a figure of great importance in the international preservation and transmission of the Ving Tsun System legacy. Having begun his martial arts journey in 1986 and having been formally accepted into the Moy Yat lineage through the Baai Si ceremony in 1992, Si Suk Gung Hayes has devoted decades to the study, practice and dissemination of the teachings he received directly from his master.
For this reason, it was an immeasurable honour to have his active participation in the International Seminar on the Fundamental Trilogy of the Ving Tsun System, which I organised in February as part of a personal effort in support of a purpose that was important to me. In doing so, I also had the approval of Grandmaster Leo Imamura and the support of the Moy Yat Institute.
In any case, having a tenth-generation member of the Moy Yat Lineage take an interest in the content was something truly special. Beyond his position within the lineage, Si Suk Gung JP consistently demonstrates a genuine interest in whatever is shared with him. His openness, curiosity and enthusiasm make every interaction particularly enriching.
Furthermore, his energy is deeply inspiring and serves as a living example of someone who continues to learn and contribute. In everyday life, we are often so immersed in our problems, urgencies and emergencies that we gradually lose the ability to manage our time in a way that allows us to move in the direction indicated by our hearts.
In the case of Si Suk Gung JP, that direction has always seemed remarkably clear. First, it was to be as close as possible to his Master, Patriarch Moy Yat, while he was still alive. Today, it is to remain close to his Kung Fu brothers and to continue cultivating the relationships, experiences and responsibilities he has inherited throughout his journey.
O que é um "Si Suk Gung/Shī Shū Gōng"(師叔公/师叔公) , e como podemos fazer uso de processos hierarquicos a nosso favor?
What Is a Si Suk Gung/ Shī Shū Gōng (師叔公/师叔公), and How Can We Make Effective Use of This Hierarchical Position?
Graças ao trabalho desenvolvido no Instituto, e às portas que me foram abertas por intermédio do Grão-Mestre Leo Imamura, tenho tido a oportunidade de participar de dinâmicas genealógicas muito particulares, nas quais você se vê sentado à mesma mesa com várias gerações presentes simultaneamente. Em um país como o Brasil, cada pessoa recebe a sua educação dentro da própria casa, mas não existe de forma tão clara um conjunto de referências hierárquicas aplicáveis às relações do convívio cotidiano que sejam amplamente partilhadas por todos. Existem algumas exceções, como no ambiente corporativo, mas ainda assim não é a mesma coisa.
Por isso, a oportunidade de receber uma "educação por investimento", aquilo que chamamos de Educação Kung Fu, torna-se fundamental para que possamos ressignificar os potenciais ocultos nesse tipo de configuração. Se trata de algo que vai muito além de uma simples curiosidade para um ocidental ou de uma dinâmica entre quem serve e quem é servido para alguém oriundo de um país onde o Pensamento Clássico Chinês está mais presente na cultura.
O termo 師叔公 (cantonês: Si Suk Gung; mandarim: Shī Shū Gōng 师叔公) é um título de parentesco marcial, ou, como define o Grão-Mestre Leo Imamura, uma "pseudo-família", extremamente relevante nas linhagens tradicionais do sul da China. Assim, quando me sentei com o meu Si Suk Gung JP(foto acima) para um almoço casual em uma terça-feira do último mês de março, eu estava acompanhado dos meus alunos, sendo um deles um discípulo. Dessa forma, sendo ele da décima geração, eu da décima segunda e os meus discípulos da décima terceira, havia quatro gerações representadas à mesa naquele momento.
Cada gesto, cada pergunta e até mesmo a forma como formulávamos uma pergunta precisavam ser cuidadosamente consideradas para que pudéssemos aproveitar adequadamente a presença de alguém que teve uma convivência tão especial com o Patriarca Moy Yat. Um mês depois, eu compreenderia que é possível demonstrar o nosso Kung Fu à mesa em situações como essa não através de um processo consciente de raciocinar e decidir a cada instante. Acredito que a mente não seja capaz de alcançar tantas nuances simultaneamente. Em vez disso, expressamos a medida correta porque interiorizamos o critério ao longo da prática.
Por isso, também é possível observar o quanto uma pessoa tem praticado, ou não, através da sua conduta à mesa. Mesmo quando permanece em absoluto silêncio.
Thanks to the work developed at the Institute, and to the doors that have been opened to me through Grandmaster Leo Imamura, I have had the opportunity to participate in some very particular genealogical dynamics, in which one finds oneself seated at the same table with several generations present simultaneously. In a country such as Brazil, each person receives their education within their own household, yet there is not such a clearly shared set of hierarchical references governing everyday social relationships. There are exceptions, particularly within corporate environments, but even then, it is not quite the same.
For this reason, the opportunity to receive what we call an "education through investment", known as Kung Fu Education, becomes fundamental in helping us reinterpret the hidden potential within this type of configuration. It is something that goes far beyond a mere curiosity for a Westerner, or a simple dynamic of who serves and who is served for someone from a society in which Classical Chinese Thought is more deeply embedded in the culture.
The term 師叔公 (Cantonese: Si Suk Gung; Mandarin: Shī Shū Gōng 师叔公) is a martial kinship title, or, as Grandmaster Leo Imamura defines it, a "pseudo-family" relationship, one of great importance within the traditional lineages of Southern China. Thus, when I sat down with my Si Suk Gung JP(photo above) for a casual lunch on a Tuesday in late March, I was accompanied by several of my students, one of whom was a disciple. As he belongs to the tenth generation, I to the twelfth, and my disciples to the thirteenth, there were four generations represented around the table at that moment.
Every gesture, every question, and even the manner in which we formulated our questions required careful consideration so that we could make the most of the presence of someone who had enjoyed such a special relationship with Patriarch Moy Yat. A month later, I came to understand that it is possible to demonstrate one's Kung Fu at the table in situations such as these, not through a conscious process of reasoning and decision-making at every moment. I do not believe the mind is capable of grasping so many nuances simultaneously. Instead, we express the correct measure because we have internalised the criterion through years of practice.
For this reason, it is also possible to observe how much a person has practised, or has not practised, through their conduct at the table. Even when they remain in absolute silence.
Um coração aberto para aprender com os nossos seniors.
An open heart to learn from our seniors.
Si Suk Gung JP (o primeiro da esquerda para a direita) aparece na foto acima ao lado de alguns dos seus irmãos Kung Fu. Da esquerda para a direita: os Grão-Mestres Pete Pajil, William Moy e Miguel Hernandez. O Si Suk Gung JP sempre nos oferece um grande exemplo de como valorizar as oportunidades que recebemos quando mantemos o coração aberto.
Em diversas ocasiões, quando o vemos junto de irmãos Kung Fu mais antigos do que ele, é possível observá-lo ouvindo com profunda atenção, como se aquela fosse uma oportunidade única de aprender mais uma vez com o seu Si Fu, Moy Yat, mesmo décadas após o seu falecimento. Simplesmente porque algo pode ter sido dito a um irmão Kung Fu em determinado momento ou contexto ao qual ele próprio não teve acesso. Então você vê algo extraordinário acontecer: um discípulo atento, continuando a aprender com o seu Si Fu mais de vinte e cinco anos após a sua morte.
Da mesma forma, em masterclasses como a registada na primeira fotografia, conduzida pelo Grão-Mestre William Moy, é possível vê-lo vibrando, sorrindo, entusiasmado e, acima de tudo, plenamente presente. Você pode andar um bocado, e talvez não encontre alguém tão entusiasmado com a vida quanto o Si Suk Gung JP.
Ao longo dos anos, Si Suk Gung JP aproveitou as oportunidades proporcionadas pelo seu Si Fu Moy Yat para estabelecer laços com praticantes da Família Ving Tsun em diversas partes do mundo. Essas experiências levaram-no a viajar extensivamente, compartilhando conhecimentos, fortalecendo conexões entre gerações e contribuindo para a continuidade da linhagem. A sua visão reflete uma compreensão profunda de que uma tradição permanece viva justamente porque está em constante transformação, sem jamais perder a sua essência.
Si Suk Gung JP (the first person from left to right) appears in the photograph above alongside some of his Kung Fu brothers. From left to right: Grandmasters Pete Pajil, William Moy and Miguel Hernandez. Si Suk Gung JP consistently provides a powerful example of how to value the opportunities we receive when we keep an open heart.
On many occasions, when observing him in the company of Kung Fu brothers who are senior to him, one can see him listening with profound attention, as though it were a unique opportunity to learn once again from his Si Fu, Moy Yat, even decades after his passing. Simply because something may have been said to a Kung Fu brother at a particular moment or within a context to which he himself did not have access. And so, one witnesses something quite extraordinary: a devoted disciple continuing to learn from his Si Fu more than twenty-five years after his death.
Likewise, during masterclasses such as the one shown in the first photograph of this article, led by Grandmaster William Moy, it is possible to see him engaged, smiling, enthusiastic and, above all, fully present in the moment. You may travel a considerable distance and still not encounter someone quite as enthusiastic about life as Si Suk Gung JP.
Over the years, Si Suk Gung JP has made full use of the opportunities provided by his Si Fu, Moy Yat, to establish connections with members of the Ving Tsun Family throughout the world. These experiences have led him to travel extensively, sharing knowledge, strengthening bonds across generations and contributing to the continuity of the lineage. His perspective reflects a profound understanding that a tradition remains alive precisely because it is in constant transformation, whilst never losing its essential nature.
Me chamo Thiago Pereira, sou Mestre Sênior pela International Moy Yat Ving Tsun Federation (NY) e Secretário-Geral do Instituto Moy Yat em São Paulo.
My name is Thiago Pereira. I am a Senior Master at the International Moy Yat Ving Tsun Federation (New York) and the Secretary-General of the Moy Yat Institute in Sao Paulo.
Muitos profissionais de alta performance vivem sob uma pressão silenciosa. Por um lado, precisam responder às exigências crescentes dos conselhos de administração, acionistas e da alta liderança. Por outro, devem manter suas equipes motivadas, produtivas e alinhadas aos objetivos organizacionais. Frequentemente, encontram-se espremidos entre expectativas que nem sempre são compatíveis, tendo de justificar decisões impopulares aos colaboradores enquanto defendem as necessidades de suas equipes perante os superiores. Essa posição intermediária pode gerar isolamento, desgaste emocional e uma sensação constante de responsabilidade sem controle pleno sobre os resultados, tornando a liderança não apenas um desafio estratégico, mas também um exercício diário de resiliência e equilíbrio.
Ao observarmos que a educação formal, por si só, já não é suficiente para responder às exigências de um mundo cada vez mais complexo e imprevisível, torna-se necessário buscar formas complementares de aprendizagem que ofereçam perspectivas adequadas a cenários de difícil antecipação.
Nesse contexto, a Educação por Investimento assume papel fundamental. Trata-se de um processo educativo impulsionado pela iniciativa consciente do próprio indivíduo, que decide investir continuamente em seu desenvolvimento. Essa abordagem enfatiza o cultivo da inteligência estratégica por meio do desenvolvimento humano, favorecendo a manifestação progressiva do potencial vocacional e das capacidades latentes de cada pessoa.
O Si Suk Gung JP é um exemplo dessa conduta. Mesmo após o falecimento de seu mestre, permaneceu comprometido com o aprendizado contínuo. Isso ocorre porque sua decisão de ser discípulo não se encerrou com a ausência física do mestre; ela se tornou um compromisso permanente com o aperfeiçoamento e a busca pelo conhecimento.
Sua trajetória demonstra que muitas das soluções de que necessitamos são frequentemente oferecidas por pessoas, experiências e circunstâncias presentes ao nosso redor. Contudo, somente aqueles que desenvolvem sensibilidade e disposição para aprender conseguem reconhecê-las e transformá-las em oportunidades de crescimento, como é o caso dele.
Many high-performing professionals live under a silent pressure. On the one hand, they are expected to meet the increasing demands of boards of directors, shareholders, and senior leadership. On the other, they must keep their teams motivated, productive, and aligned with organisational objectives. They often find themselves squeezed between expectations that are not always compatible, having to justify unpopular decisions to employees while simultaneously advocating for their teams' needs before their superiors. This intermediary position can lead to isolation, emotional strain, and a constant sense of responsibility without full control over outcomes, making leadership not only a strategic challenge but also a daily exercise in resilience and balance.
As we recognise that formal education alone is no longer sufficient to meet the demands of an increasingly complex and unpredictable world, it becomes necessary to seek complementary forms of learning that provide perspectives suited to situations that are difficult to anticipate.
In this context, Investment-Based Education assumes a fundamental role. It is an educational process driven by the conscious initiative of the individual, who chooses to invest continuously in his or her own development. This approach emphasises the cultivation of strategic intelligence through human development, encouraging the progressive manifestation of each person's vocational potential and latent capabilities.
Si Suk Gung JP represents a remarkable example of this mindset. Even after the passing of his master, he remained committed to continuous learning and to deepening his understanding of life, people, and the processes of human development. This is because his decision to be a disciple did not end with the physical absence of his master; rather, it evolved into a lifelong commitment to learning, observation, and personal growth.
His journey demonstrates that many of the solutions to the challenges we face already exist within our immediate environment, revealing themselves through people, experiences, and everyday circumstances. However, only those who cultivate sensitivity, discernment, and a genuine willingness to learn are able to recognise these opportunities and transform them into growth, development, and fulfilment. It is precisely this capacity that distinguishes individuals who continue to evolve throughout their lives from those who limit their learning to the confines of formal education.
De volta à mesa de almoço com o Si Suk Gung JP(foto acima com sua esposa) e meus alunos naquela terça-feira de março, escolhi o restaurante Nanako para o nosso encontro. Ali, era possível vê-lo compartilhar histórias de sua carreira como policial, falar sobre sua família, sua trajetória profissional e, principalmente, sobre o Patriarca Moy Yat.
Cada decisão bem-sucedida de sua vida era atribuída, por ele, aos ensinamentos e à influência de seu Si Fu. Em alguns momentos, sorria; em outros, gargalhava. Era como se estivesse revivendo cada cena enquanto narrava os acontecimentos e suas nuances. Sua expressão revelava alguém que não apenas se recordava dos fatos, mas que voltava a experimentar o significado de cada experiência.
Em determinados relatos, o Provimento de Vida Kung Fu promovido pelo Patriarca Moy Yat era tão singular e diferenciado que causava desconforto em algumas das pessoas envolvidas nas situações descritas. É possível compreender o motivo. Muitas vezes, aquilo que desafia nossas expectativas ou confronta nossas limitações iniciais pode ser interpretado como desconfortável antes de ser reconhecido como valioso. Ainda assim, o Si Suk Gung JP falava desses momentos com entusiasmo e entre risadas sinceras.
Para ele, um pedido de seu Si Fu era recebido como uma demonstração de confiança. Uma dinâmica proposta por seu mestre era encarada como uma oportunidade de aprendizado. Um desafio era visto como uma ocasião para crescimento. Essa forma de interpretar as circunstâncias transformava situações comuns em experiências educativas de profundo valor.
Para mim, aquele foi um relato extremamente poderoso. Não se tratava da história de alguém que simplesmente teve a sorte de encontrar um mentor extraordinário. O que o Si Suk Gung JP demonstrou naquela mesa foi o resultado de uma decisão consciente, uma decisão que pode ser tomada por qualquer pessoa, em qualquer momento da vida. A decisão de permanecer discípulo. A decisão de continuar aprendendo. A decisão de transformar a própria existência em um processo contínuo de desenvolvimento por meio de uma verdadeira Educação Kung Fu.
Back at the lunch table with Si Suk Gung JP (pictured above with his wife) and my students on that Tuesday in March, I chose Nanako Restaurant as the venue for our gathering. There, one could observe him sharing stories from his career as a police officer, speaking about his family, his professional journey, and, above all, about Patriarch Moy Yat.
Every successful decision in his life was attributed, in his view, to the teachings and influence of his Si Fu. At times he smiled; at others, he burst into laughter. It was as though he were reliving each scene as he recounted the events and their subtleties. His expression revealed a man who was not merely recalling past experiences, but re-experiencing their meaning and significance.
In certain stories, the Kung Fu Life Provision promoted by Patriarch Moy Yat was so distinctive and unconventional that it created discomfort among some of the individuals involved in the situations being described. One can understand why. Quite often, that which challenges our expectations or confronts our limitations is initially perceived as uncomfortable before it is recognised as valuable. Yet Si Suk Gung JP spoke of these moments with enthusiasm and genuine laughter.
To him, a request from his Si Fu was received as an expression of trust. An exercise or dynamic proposed by his master was viewed as an opportunity to learn. A challenge was regarded as an occasion for growth. This way of interpreting circumstances transformed ordinary situations into educational experiences of profound value.
For me, it was an exceptionally powerful account. It was not the story of someone who had simply been fortunate enough to find an extraordinary mentor. What Si Suk Gung JP demonstrated at that table was the result of a conscious decision, a decision that can be made by anyone, at any stage of life. The decision to remain a disciple. The decision to continue learning. The decision to transform one's very existence into a continuous process of development through a genuine Kung Fu Education.

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