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sábado, 4 de maio de 2019

COBRA KAI SEASON 2 REVIEW

By
Thiago Pereira

No último mês de Abril, o Youtube lançou em sua plataforma paga a tão aguardada segunda temporada da surpreendente série "Cobra Kai". E esta nova temporada não decepcionou! Já que com um plot simples e cativante, consegue cumprir bem o papel a natureza de uma série por streaming: O de criar "ganchos" para que o espectador deseje sempre assistir o próximo episódio.

Last April, YouTube launched on its paid platform the long-awaited second season of the amazing series "Cobra Kai." And this new season did not disappoint! Since with a simple and captivating plot, it manages to fulfill well the role and the nature of a series by streaming: The one of creating "hooks" so that the viewer always wishes to watch the next episode.
O Youtube desta vez promoveu de forma bem mais intensa sua produção do que na primeira temporada, principalmente fazendo uso do Instagram oficial da série, das hashtags e das contas pessoais de cada ator. Isso favoreceu com que não importando quem você seguisse, você daria de cara com algum aviso sobre quantos dias faltavam para a estréia ou com algum novo teaser de 1min próprio para esta rede social.

The YouTube this time promoted a much more intense production than the first season, mainly using the official Instagram series, the hashtags and the personal accounts of each actor. This favored that no matter who you followed, you would have to face some advertising about how many days were left for the premiere or with a new teaser of 1min for this social network.
A segunda temporada mostra como está a vida de Johnny Lawrence (William Zabka) com seu Dojo de sucesso após Miguel Diaz (Xolo Mariduena) vencer o último torneio de All Valley.
Interessante perceber como fãs do filme original que hoje já estão na meia-idade ou quase chegando lá, percebem-se vivendo as cenas pela perspectiva de Johnny Lawerence, graças a mais uma maravilhosa interpretação de William Zabka, que entrega uma personagem que mesmo em meio ao sucesso que experimenta, aflições com dúvidas, receios e questionamentos.

The second season shows how is the life of Johnny Lawrence (William Zabka) with his successful Dojo after Miguel Diaz (Xolo Mariduena) win the last All Valley tournament.
Interesting to realize how fans of the original movie that are already in middle age or almost there, are perceived living the scenes from the perspective of Johnny Lawerence, thanks to another wonderful interpretation of William Zabka, who delivers a character that even in the middle to the success he experiences, insecurities ,doubts, fears and questions.
Uma outra grande boa surpresa desta temporada, é a entrega total de Martin Kove para sua eterna personagem "John Kreese". Pois sem dúvidas, principalmente nas redes sociais, não tinha ninguém do cast mais animado do que este ator veterano de filmes como "Rambo II"(1982).
A "dobradinha" entre Martin Kove e William Zabka revivendo o Mestre e Aluno do filme original de 1984, é simplesmente genial! Se Johnny Lawerence(William Zabka) parece ser alguém que ficou preso aos anos '80 não conseguindo se entender bem com novas tecnologias ou com o comportamento dos chamados "Millenials". John Kreese (Martin Kove), eleva isso à outro patamar.

Another great surprise this season is Martin Kove's total delivery to his eternal character "John Kreese." Because without a doubt, especially in social networks, there was no one of the cast more ablazed than this veteran actor of films like "Rambo - First Blood part II" (1982).
The scenes between Martin Kove and William Zabka reviving the Master and Student of the original 1984 film is simply great! If Johnny Lawerence (William Zabka) seems to be someone who got stuck in the 1980s failing to get a handle on new technologies or the behavior of so-called Millenials. John Kreese (Martin Kove), raises this to the next level.
Daniel LaRusso (Ralph Macchio) gera comoção cada vez que aparece na tela. Sua aparente incapacidade de envelhecer, faz com que cada aparição sua seja uma dose grande de nostalgia e felicidade, pela emoção de nos percebermos como fãs do filme original, envelhecendo juntos destes ícones da cultura pop.
Daniel(Ralph Macchio) ainda continua perdido sem a presença de seu mentor, Sr Miyagi (Pat Morita). E ao tentar iniciar um trabalho com o "Miyagi-Do", encontra dificuldades de conseguir novos alunos, gerando ainda mais insegurança à respeito de seu verdadeiro potencial como mentor, se comparado à seu Mestre.

Daniel LaRusso (Ralph Macchio) generates commotion every time he appears on the screen. His apparent inability to appear older looking like a 35 years old man , makes every appearance his own a great deal of nostalgia and happiness, through the thrill of perceiving ourselves as fans of the original movie, aging together these pop culture icons.
Daniel (Ralph Macchio) is still lost without the presence of his mentor, Mr. Miyagi (Pat Morita). And when trying to start a work with Miyagi-Do, he finds it difficult to get new students, generating even more insecurity about his true potential as a mentor compared to his Master.
Algo que somou bastante ao seriado, foi a rivalidade de Tory(Peyton List) e Samantha LaRusso (Mary Mouser). Além de representarem as meninas que também curtem a série, sua rivalidade é bem mais empolgante devivo ao carisma das duas atrizes, com destaque para Tory. Pois, enquanto Samantha LaRusso tem uma aparência e atitude doce e angelical, Tory não é exatamente o oposto, pois apesar de ser uma anti-heroína, seu envolvimento com Miguel mostra um outro lado seu. Isso faz com que sua personagem seja ligeiramente mais complexa e interessante.

Something that added enough to the series, was the rivalry of Tory (Peyton List) and Samantha LaRusso (Mary Mouser). In addition to representing the girls who also enjoy the series, their rivalry is much more exciting due to the charisma of the two actresses, especially Tory. Because while Samantha LaRusso has a sweet and angelic appearance and attitude, Tory is not exactly the opposite, because despite being an anti-hero, her involvement with Miguel shows another side of her. This makes this character slightly more complex and interesting.
Com um "plot-twist" impensável ao final do décimo episódio(que também é o último desta temporada) numa cena eletrizante envolvendo quase todo o elenco juvenil destacando-se Robby Keene (Tanner Buchanan) e Miguel Diaz (Xolo Mariduena), nem mesmo o carisma do ator que interpreta Miguel Diaz sustenta essa rivalidade. A antipatia que o personagem Robby Keene transmite simplesmente à todo o momento, prejudica o trabalho do ator de origem latina.
Tanner Buchanan que interpreta Robby Keene, filho de Johnny Lawerence e aluno principal de Daniel LaRusso, simplesmente não vem fazendo um bom trabalho. Sua personagem lembra "Filme B" da Disney sobre roller-blades da década de '90. E isso prejudica cada cena em que está, retirando o espectador da imersão.

With an unthinkable plot-twist at the end of the tenth episode (which is also the last of this season) in an electrifying scene involving almost the entire youthful cast, standing out Robby Keene (Tanner Buchanan) and Miguel Diaz (Xolo Mariduena), not even the charisma of the actor who plays Miguel Diaz supports this rivalry. The antipathy that the character Robby Keene transmits simply at any moment, harms the work of the actor of Latin origin.
Tanner Buchanan who plays Robby Keene, the son of Johnny Lawerence and the lead student of Daniel LaRusso, just does not do a good job. His character resembles some Disney's old B movie from 90's about roller-blades. And it prejudices every scene he is, taking the viewer out of the dive.
Apesar de algumas "Barrigas" no roteiro, inexistentes na primeira temporada, William Zabka, Ralph Macchio e Martin Kove dão um show tão grande na tela, que sempre que estão em cena, compensam a inexperiência dos atores novatos.
Além disso, somos brindados mais uma vez com inúmeras referências ao filme original(com uma surpresa inesquecível no episódio 6: "Take a Right") e uma trilha sonora maravilhosa com destaque para a nova versão de "Cruel Summer" pela cantora Kari Kimmel. Música esta que esteve na trilha original do filme de 1984 interpretada pela banda "Bananarama".
"Cobra Kai" veio para ficar!

William Zabka, Ralph Macchio and Martin Kove give a big show on the screen, which always compensates for the inexperience of the novice actors.
In addition, we are offered once again with numerous references to the original film (with an unforgettable surprise in episode 6: "Take a Right") and a wonderful soundtrack featuring the new version of "Cruel Summer" by singer Kari Kimmel. Music that was in the original track of the film of 1984 interpreted by the band "Bananarama".
"Cobra Kai" is here to stay!

quinta-feira, 25 de abril de 2019

O importante papel das artes marciais contra o "BULLYING"

Para quem não sabe, no dia 7 de Maio, foi lançado pela AMAZON, um livro ilustrado infantil baseado no filme "Karate Kid" de 1984. A ilustração acima é desse livro de Kim Smith.
Por conta de estar acompanhando o novo seriado que dá continuidade ao clássico de 1984, tomei contato com essa imagem promovendo o livro. Curiosamente, a expressão do personagem Daniel LaRusso na ilustração, ao se perceber cercado pelos membros da escola de Karate chamada "Cobra Kai", me tocou profundamente.
Passei alguns minutos olhando essa cena, e um filme me veio à cabeça:Não o filme "Karate Kid" e sim, um filme da minha própria vida.E acredito, que da vida de muitos outros jovens que neste exato momento sofrem "bullying" todos os dias.
A expressão de Daniel LaRusso em quase todas as imagens divulgadas pelo livro, são de completo desamparo. Já que na história original do filme, ele é o garoto novo de uma escola, que se vê atormentado por Johnny Lawrence e seus companheiro praticantes de Karate.
(Foto minha tirada em 1997, poucos momentos antes de ir para mais um
difícil dia de aula no auge dos problemas que enfrentava em minha classe).

Em 1997 era difícil quando chegava o Domingo, pois sabia que no dia seguinte precisaria estar naquela sala de aula e tentar de alguma maneira "sobreviver". É difícil explicar porque o Bullying se inicia. Pode ser por alguma mancada que você deu em público e que marca você por todo o ano letivo, ou por alguma característica física(o que é mais comum). Essa característica, acaba se tornando um problema sério para o aluno.
(O semblante que carreguei durante todo o ano de 1997 e parte de 1998)

Talvez a expressão de Daniel LaRusso nas ilustrações tenham me tocado tanto, pois era exatamente a expressão que carregava comigo em todo aquele ano: Uma expressão de desamparo.
Por alguma razão que não consigo explicar, não cogitei em nenhum momento comentar com meus pais o que estava passando, e fui aguentando aquelas agressões verbais e físicas por todo o ano. Isso acabou me gerando alguns problemas de saúde. Pois além de viver com medo, a pessoa que sofre bullying vive isolada, já que ninguém quer se associar a este aluno, tendo em vista que poderá virar um alvo também. E algumas pessoas aleatórias na sala de aula inclusive farão coro com os agressores, apenas para que estas agressões não virem para elas em algum momento.
Nas ilustrações do livro, a expressão de Daniel LaRusso começa a mudar quando através de um processo lúdico e vivencial com o Sr Miyagi, que passa a ser seu Mestre de Karate. Ele começa a ganhar cada vez mais confiança, pois já não se sente tão sozinho e o próprio aprendizado de uma arte marcial somado à relação com seu mentor, lhe dá coragem para viver uma vida com mais qualidade.
Só encontrei meu Mestre Julio Camacho(foto) em 1999 aos 15 anos de idade. Dali em diante, nunca mais fui abordado por ninguém. Fosse na escola ou na rua, todos me tratavam agora com respeito. Algo em mim mudava a cada dia graças ao aprendizado desta arte marcial chinesa chamada Ving Tsun que aprendia com meu Mestre.
Também através de um processo vivencial ao qual chamamos "Vida Kung Fu", meu Mestre me ensina ao longo de vinte anos, sobre como olhar para questões do cotidiano sob uma perspectiva estratégica, tão comum ao praticante de Kung Fu.
O livro termina da mesma forma que o filme de 1984: Com Daniel-San enfrentando seu antigo "bully" Johnny Lawrence, na final do campeonato de Karate de All Valley. Daniel acaba se tornando campeão, e ganha o respeito dos outros garotos.
(Eu e meu Mestre quando ganhei uma vestimenta chinesa de uma companheira 
de prática, por ocasião de meu aniversário em 2006)

Diferente de um filme como "Karate Kid", não resolvemos todos os nossos problemas na base do soco e do chute. O Ving Tsun, considerado por muitos "A arte marcial para a luta do dia a dia", fala de se aprender a arte de lutar sem lutar. Pois entendemos que nossos maiores adversários ao longo da vida, serão situações as quais não podemos "golpear".
Podemos pensar em que tipo de informação estamos dando, seja ao adentrarmos uma sala de aula no primeiro dia do ano ou seja no nosso novo emprego. Que vai gerar nos presentes o pensamento de que podem nos desrespeitar. Ou quem sabe, quando somos assaltados: Por que o bandido nos escolheu?
(Já como profissional e Mestre de Ving Tsun em 2017,
falo em público observado por meu Mestre Julio Camacho e seu Mestre Leo Imamura)

Em 2007 comecei a me tornar profissional desta arte marcial que me salvou, e procuro criar cenários onde pessoas que também precisam ganhar a confiança necessária para se resignificarem como seres humanos, possam se desenvolver. Assim como meu Mestre fez e ainda faz por mim.
Acredito, no papel fundamental que as artes marciais e a convivência com ele tiveram em minha vida a partir destes episódios de "Bullying" extremamente pesados.
E hoje que o Ving Tsun Kung Fu se tornou um sonho que vivo diariamente, cito a famosa frase de meu Mestre: "Você nunca vai saber porque dedicou tanto tempo de sua vida a um sonho, até o dia em que este sonho salvar a sua vida."
Você pode praticar o Ving Tsun de Mestre Julio Camacho na Barra da Tijuca, Ipanema e Méier!
Ligue e agende uma visita e aula experimental em um dos nossos Núcleos!



O aluno de Mestre Julio Camacho,
Thiago Pereira.
moyfatlei.myvt@gmail.com