ONDE PRATICAR

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Friday, April 22, 2016

VING TSUN FORMS SPECIAL PART 1 (AS FORMAS DO VING TSUN : ESPECIAL PARTE 1)


A primeira vez que vi o Siu Nim Tau, confesso que me decepcionei um pouco. Aquela sequência de movimentos que em nada me lembrava o que eu via nos filmes da Shaw Brothers e Golden Harvest, me deixou confuso. Era tão simples e compacta que mal podia acreditar que por muitos meses eu a praticaria.
Por muitas vezes, Si Fu(foto) comentou no auge da caçada a Osama Bin Laden, que se o Bin Laden resolvesse se esconder seguindo a lógica clássica chinesa, ele não estaria em cavernas caracterizado, mas sim, caminhando no central park com uma roupa da nike ou comendo cachorro-quente num jogo dos Yankees. Isso porque, a ideia de "esconder" dessa cultura clássica, em nada tem a ver com deixar por último, guardado , etc... Mas sim, deixar à mostra, em primeiro, à vista... Porque mesmo que um praticante de Ving Tsun pratique as formas do Sistema diligentemente por anos, pode ser o caso de que ele ainda assim, não tenha transcendido a parte aparente da coisa. Esteja preso a forma, e não ao que está por trás....

The first time I saw the Siu Nim Tau, I confess that I was disappointed a little. That sequence of movements that in no way resembled what I saw in the movies by Shaw Brothers and Golden Harvest, left me confused. It was so simple and compact that could hardly believe that for many months I would practice only that.
Many times, Si Fu (photo above) commented on Osama bin Laden, that if Bin Laden decided to hide following the 'Chinese classical logic',he would not be characterized inside caves, but, walking in central park with an nike outfit or eating hot dogs in a Yankees game. This is because the idea of ​​"hiding" of classical culture in has nothing to do with put in the last, to hide, etc..... But yes, let it show, in the first,on the view ... because even if a practitioner  of Ving Tsun who practices the forms of the system  diligently for years, it may be the case that he still has not transcended the visible part of it. Are attached to form, and not to what is behind ....
Meu autor preferido , o sinólogo François Jullien (foto), diz o seguinte a respeito deste tema: "...Até que ponto jamais saímos completamente desse esquema, e será que podemos sair dele, podemos mesmo interrogá-lo? Pois ele está tão bem assimilado que não o vemos mais, que não nos vemos mais: traçamos uma forma ideal (eidos), que colocamos como objetivo (telos)... " (Jullien,1997)

My favorite author, the sinologist François Jullien (photo) says the following about this subject: "... To what extent never completely left this scheme, and can we get out of it, can we even ask it ?Because it is so well assimilated that we can see it no more, we do not see us more, we draw an ideal form (eidos),and  we put it as goal (telos) ... "(Jullien, 1997)
Si Gung(foto) , solicita a todos os membros do Grande Clã Moy Yat Sang com frequência, que não usem a palavra "Treino". Ele comenta da importância de termos a oportunidade de tomar consciência de algo, a partir da prática do Ving Tsun. Por isso, se treinarmos repetidamente, sem estarmos conscientes desse processo , não enxergamos mais nada. As palavras de Jullien, transcritas acima, farão todo o sentido.
Podemos ver isso, quando alguns profissionais e praticantes mais inocentes, tentam desesperadamente dar uma justificativa a cada movimentos das formas.  Chegando ao ponto de criarem sequências de "ataque-e-defesa" para a prática a dois. Sobre isso, Jullien diz o seguinte: "... Traçamos tantos esquemas projetados sobre o mundo, e marcados por idealidade, que em seguida deveremos , como se diz, fazer entrar nos fatos. Mas o que significa 'fazer entrar' quando é no real que se pretende fazê-lo? Primeiramente , o entendimento conceberia 'com vistas ao melhor'; depois , investe-se a vontade para impor esse modelo a realidade..." (Jullien ,1997)

Si Gung (photo), calls on all members of the Great Clan Moy Yat Sang often to do not use the word "Training" . He said the importance of having the opportunity to become aware of something, from the practice of Ving Tsun. So, if we train repeatedly without being aware of this process, we can see anything more. The words of Jullien, transcribed above, will make perfect sense.
We can see this when some professionals and more innocent practitioners, desperately trying to give an explanation about every movement from the forms. To the point of creating sequences of "attack and defense" to practice with a partner. On this, Jullien says the following: "... We draw so many schemes designed on the world, and marked by idealism, that we should then, as people say, to put the facts  in. But what means 'to put in' when it is in  real life that you want to do it? First, the understanding would conceive 'in order to get better', then the will is invested to impose this model into the reality ... " (JUllien ,1997)
Si Fu(foto), certa vez falou de "exótico" como algo sobre o qual temos um olhar externo. Por determinada coisa não ser comum a nós, aquilo se torna "exótico". Acontece que segundo Si Fu, nenhuma posição que é feita na primeira forma (ou sequência, como ele prefere) Siu Nim Tau, pertence ao nosso dia-a-dia. A estranheza então gerada, faz com que nosso corpo compense essas posições novas, segurando nosso peso em lugares indevidos. E então, não é incomum observar alguém fazendo "Yi Ji Kim Yeung Ma" de qualquer jeito devido ao incomodo ou sentir dores posteriores a prática.
Porém, mais grave do que isso, é quando o responsável pela prática, tenta justificar os movimentos das formas mais descabidas possíveis. Geralmente, essa justificativa cai para a chamada "Luta imaginária"....

Si Fu (photo) once spoke of "exotic" as something over which we have an outside look. For certain thing is not common to us, it becomes "exotic". It turns out that according to Si Fu, no position from  the first form (or sequence, as he prefers) Siu Nim Tau, belongs to our day-to-day. The strangeness  generated, causes our body compensates for these new positions, holding our weight in the wrong places. And then, it is not uncommon to find someone doing "Yi Ji Kim Yeung Ma" stance anyway due to discomfort or feel pain later practice.
But more serious than it is when the responsible for the practice, attempts to justify the movements trough all the possible unreasonable ways. Generally, this justification falls to "imaginary fight" ....


Abaixo, executo o Siu Nim Tau no dia em que peguei as chaves da sala onde seria o Núcleo Méier. Observe atentamente meu Siu Nim Tau naquele 06 de Abril de 2011, e tente visualizar uma luta imaginária. Se conseguir, me mande um email por favor.

Below I perform Siu Nim Tau in the day I got the room key which would be the Meier School. Look closely at my Siu Nim Tau from that April 6, 2011, and try to visualize an imaginary fight. If you can do it, send me an email please.


Você provavelmente não conseguiu ver uma luta imaginária. Jullien comenta a respeito: "...Existe uma diferença entre o modelo que projetamos para agir e aquele, com os olhos fixos acima, conseguimos realizar. Em suma, a prática sempre trairia um pouco a teoria. E o modelo continua no horizonte do olhar. Retirado para o céu, o ideal é inacessível..." (Jullien,1997)
Tomando essas palavras, após observar o video acima, observamos que tentar "fazer entrar" nossas teorias na realidade, é um desperdício para o artista marcial sensato.

You probably can not see an imaginary fight. Jullien comments on: "... There is a difference between the model designed to act and that, with the above eyes, we can achieve. In short, the practice always betray a little the theory and the model continues in the horizon of our desires.. . Taken to heaven, the ideal is inaccessible ... "(Jullien, 1997)
Taking these words, after watching the video above, we found that trying to "put in" our theories in reality it is a waste for the wise martial artist.
(Si Fu demonstra o Siu Nim Tau por ocasião da admissão na 
Família Moy Jo lei Ou de Darwin e seu filho Niklas. Arion ao fundo observa.)

(Si Fu doing the Siu Nim Tau for Darwin and his son Niklas, when both joined the Family. 
Arion watches in the background)



As formas presentes no Sistema Ving Tsun, se apresentam como listagens. Uma lista de movimentos que chamamos "Kuen Po". Essa lista, nada diz em específico. Ela apenas aponta a forma aparente da coisa. Dentro dessa lista, encontramos nomes: Taan Sau, Bong Sau, Fuk Sau, etc... Nomes que ao traduzirmos, nada encontramos de especial, pois sua importância reside no fato de ser um componente desta lista e nada além dela.

The forms present in the Ving Tsun System, are presented as lists. A list of movements we call "Kuen Po". This list, says nothing specific. It just points out the apparent shape of the thing. Within this list, we find names as: Taan Sau, Bong Sau, Fuk Sau, etc ... names that translated to, we find nothing special, because its importance lies in the fact of being a component of this list and nothing beyond.


Sobre isso, asssista no video abaixo, a inteligente resposta de Mestre Felipe Soares, meu Si Suk, quando perguntado a respeito de um movimento presente no Cham Kiu:

About it, watch in the video below, the intelligent answer given by Master Felipe Soares(from Brazil) , my Si Suk, when asked about a movement present in Cham Kiu:

Citando Jullien uma última vez, ele traduz um pouco do que foi dito no vídeo acima por Mestre Felipe Soares: "Ao se propor esclarecer a marcha das coisas , ao elucidar sua coerência interna e para conformar a ela a própria conduta, o sábio chinês não concebeu atividade contemplativa que fosse um puro conhecimento (theorein), tivesse um fim em si mesma, ou mesmo fosse o fim supremo e pudesse ser desinteressada. O "Mundo" não é para ele um objeto de especulações, não há de um lado, o 'conhecimento' e do outro a 'ação'..." (Jullien ,1997)
Por isso, mesmo que quisesse, Mestre Felipe não poderia responder diretamente a pergunta. Por isso, segundo Si Gung: "Kung Fu pode ser aprendido, mas não ensinado."

Citing Jullien one last time, he reflects a little of what was said in the video above by Master Felipe Soares: "In proposing to clarify the march of things, to clarify its internal coherence and to conform to it's own conduct, the Chinese sage not conceived contemplative activity that was a pure knowledge (theorein), and had an end in itself, or even be the supreme end and could be disinterested. the "world" is not for him an object of speculation, there is not the knowledge" by one side and in the other 'action' ... "
So, even if he wanted, Master Felipe could not directly answer the question. Therefore, according to Si Gung: "Kung Fu can be learned but not taught."
Si Fu, Si Gung e meu Si Suk Felipe Soares (na foto acima comigo) estarão reunidos juntos de outros Mestres de grande calibre da Moy Yat Ving Tsun no Rio de Janeiro, nos próximos dias 21 e 22 de Maio para a inauguração oficial do Núcleo Freguesia, dirigido por Si Suk Felipe, a I Cerimônia da Família Moy Fei Lap, palestras e práticas com o tema "energia interna" (Noi Lik).
Para se inscrever, basta acessar o link: bit.do/freguesia2016
Espero ver vocês lá!


Si Fu, Si Gung and my Si Suk Felipe Soares (photo above with me) will be gathered together wihth other Masters of great caliber of Moy Yat Ving Tsun in Rio de Janeiro, on 21 and 22 May for the official opening of the Moy Yat Ving Tsun Freguesia School, directed by Si Suk Felipe himself and the  "I Family Ceremony of Moy Fei Lap Family". Also lectures and practices with the theme "internal energy" (Noi Lik).
To subscribe, simply visit the link: bit.do/freguesia2016
Hope to see you there!

The Disciple of Master Julio Camacho
Thiago Pereira "Moy Fat Lei"
moyfatlei.myvt@gmail.com

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